E que não nos preocupemos, dizem, porque a tanta destruição de emprego seguir-se-à a criação de outro tanto, mas diferente - o que, segundo me parece lógico, abordando os dois cornos do dilema, deverá ser na preparação, programação e manutenção dos próprios robots; mas, mesmo assim, não deverá ultrapassar metade do emprego humano, não é? O que nos deixará num futuro em que anda meio mundo a trabalhar para o robot - parafraseando o verdadeiro aforismo segundo o qual anda meio mundo a enganar o outro.
Desde já, afio a minha nova espada jurídica: à culpa in vigilando, e à culpa in eligendo, vamos ter que acrescentar a culpa in programmandi (assim no plural, para incluir dirigentes e programadores). Nem me venham dizer, e aos mais que estamos do lado do meio mundo que não quer enganar o outro, que a culpa... é do robot.
Luis Miguel Novais
