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Riqueza, civilização e prosperidade nacional

quarta-feira, 19 de setembro de 2018

Culpa in programmandi

No último par de dias fomos assaltados pela importante conclusão/previsão/programação do partido de Davos (de seu nome oficial World Economic Forum), segundo a qual, lá por 2025, cerca de metade do trabalho humano será já feito por robots.

E que não nos preocupemos, dizem, porque a tanta destruição de emprego seguir-se-à a criação de outro tanto, mas diferente - o que, segundo me parece lógico, abordando os dois cornos do dilema, deverá ser na preparação, programação e manutenção dos próprios robots; mas, mesmo assim, não deverá ultrapassar metade do emprego humano, não é? O que nos deixará num futuro em que anda meio mundo a trabalhar para o robot - parafraseando o verdadeiro aforismo segundo o qual anda meio mundo a enganar o outro.

Desde já, afio a minha nova espada jurídica: à culpa in vigilando, e à culpa in eligendo, vamos ter que acrescentar a culpa in programmandi (assim no plural, para incluir dirigentes e programadores). Nem me venham dizer, e aos mais que estamos do lado do meio mundo que não quer enganar o outro, que a culpa... é do robot.

Luis Miguel Novais

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