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Riqueza, civilização e prosperidade nacional

sábado, 11 de agosto de 2018

Virados para a Lua

Virados para a Lua é o título do primeiro livro que publiquei - fora de mercado e sem re-edição prevista, encontra-se, pelo menos, na Biblioteca Nacional de Portugal. É um ensaio/sobrevoo sobre o progresso/regresso da Humanidade. Na perspectiva de que os nossos corpos são fatos da mente espacial (a alma), e existe a reencarnação. Um mini, modesto, tratado ensaiado sobre a natureza humana, escrito em 1999, na passagem de mais um milénio após a Encarnação. Assumindo que o relógio do tempo funciona em jeito de pêndulo, e que, existindo embora um fio em todas as coisas, nem sempre o sabemos desenrolar convenientemente. Um ensaio escrito mentalmente, entre voos (essa possibilidade nova) e leituras (essa possibilidade velha de conversar com pessoas de outros séculos ou paragens, que é o mesmo que viajar).

Aí partilho (em texto e imagem), idas e vindas ao meu abrigo (aéreo porto), após ter pisado todos os continentes da Terra em pouco tempo - coisa que foi praticamente impossível, numa vida, aos nossos antepassados: porque não se aerotransportavam. Um extraordinário progresso da Humanidade.

Ainda não fui à Lua, porém. O mais próximo que lá cheguei, nesta viagem terrestre actual, foi ao azul absoluto (lindo, em cores gradadas) do Céu a 50.000 pés de altitude (muito por cima do branco das nuvens, lá em baixo) - numa viagem de Concorde, entre Londres e Nova York. Numa daquelas viagens supersónicas e suprafusos em que se chegava antes de se ter saído: partido de Londres às 10:30 da manhã, chegado a Nova Iorque pelas 9:30 da manhã do mesmo dia. Como reza o Virados para a Lua:

Vivo na Via Láctea..., Terra..., Europa..., Portugal..., Porto... Pouco importa...
Já voei tão alto quanto o azul fundo. Já sobrevoei, baixo, o centro da capital do mundo.
Respiro ar.
Antes de embarcar, perguntei-me se a minha voz, dentro de duas vezes mais rápido do que a velocidade do som, seria ouvida mais tarde do que o tempo em que falo.

Esta ideia, agora, de a América vir utilizar o Espaço para jogos de guerra, não representa qualquer progresso para a Humanidade.

Luis Miguel Novais

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