Tenho aproveitado este mês de agosto para investigar e escrever outro romance histórico que, segundo espero, virá a público para o ano que vem - fazer boa companhia ao A Janela do Cardeal (publicado pela Planeta em Portugal, nos já longos idos de julho de 2010). Desta feita, recuei um pouco no tempo, do Renascimento para a Crise Ibérica de 1383-1385. Está a correr bem.
Inevitavelmente, têm-me vindo à mente as, ainda hoje, pendentes questões entre Portugueses e Espanhóis. Exacerbadas naquele tempo de Aljubarrota, mas que, neste século 21 de interconexão electrónica, comércio pacífico, viagens e turismo, ainda parecem pendentes como barreiras intransponíveis - e (pasme-se, em democracias), questões até tabu - próprias dos ignorantes, quando há excelentes exemplos de soluções políticas e jurídicas que, evidentemente, não eram conhecidas naqueles tempos medievais. Basta pensarmos nos Estados Unidos da América (uma federação de Estados que nem existiam na altura), na União Europeia (sim, hoje, uma confederação com personalidade jurídica, depois do Tratado de Lisboa), ou, em caso de dissolução desta última (hipótese não de descartar pós-Brexit), o bom exemplo da Confederação Helvética.
Não me chocaria ver, de futuro, uma Confederação Ibérica, incluíndo este Portugal adormecido. O problema do nome? De Espanha e Portugal a Ibéria, não estaria mal. O problema das línguas? A Suiça (Confederação Helvética) mantém três línguas oficiais, pelo que a Ibéria também o poderia fazer (só ganhava com isso). O problema da capital? Pois...
Luis Miguel Novais
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Riqueza, civilização e prosperidade nacional
