Não tive a honra de ser convidado para a Comissào de Honra do Sexagésimo-segundo Congresso da União Internacional dos Advogados (UIA), que irá ter lugar na minha cidade (Porto, Portugal) - organização internacional onde servi doze anos no Conselho da Presidência, em diversas funções, designadamente a de Presidente do Comité Nacional para Portugal, a de Presidente da Comissão mundial O Futuro do Advogado, e a de primeiro subscritor da candidatura da minha cidade para sede de congresso.
Mas ninguém me tira a honra de ter sido abraçado publicamente em Lisboa (por ocasião do Congresso de 2003 dessa mesma UIA, na nossa cidade capital, e do qual fui vice-presidente) por um Bastonário da República da Guiné-Bissau - pelo meu modesto contributo, com o peso institucional da UIA, para a sua libertação de preso político.
Neste momento conturbado para este Portugal adormecido, vogando entre a sua condição europeia e o limbo (com algumas nuvens de saudosismos, fenicianismos lisboetas e outros extremismos acabados em guerra), apraz-me registar aqui a Declaração de Santa Maria, ou seja, as conclusões da Décima-segunda Cimeira da CPLP, que reuniu a República de Angola, a República Federativa do Brasil, a República de Cabo Verde, a República da Guiné-Bissau, a República da Guiné Equatorial, a República de Moçambique, a República Portuguesa, a República Democrática de São Tomé e Príncipe e a República Democrática de Timor-Leste. Em especial, saudar aquele abraço entre cidadãos da língua portuguesa. Muito melhor do que guerras e prisões políticas.
Luis Miguel Novais
Riqueza, civilização e prosperidade nacional
