Riqueza, civilização e prosperidade nacional

terça-feira, 5 de junho de 2018

FME

O grande defeito da senhora Merkel é ser lenta (sem ofensa, talvez isso se deva a ser uma mutti conservadora, com outras qualidades). Ontem, finalmente, ouvimo-la admitir o conceito, e dizer a palavra toda: Fundo Monetário Europeu.

Visto deste Portugal adormecido, a intervenção do Fundo Monetário Internacional no Portugal integrado na eurozona não foi apenas um erro vexatório, foi uma manifestação de mesquinhez: então não partilhamos a mesma moeda? Porque veio um fundo internacional tratar daquilo que é interno à zona euro? - são questões que não é a primeira vez que coloco, designadamente neste Portugal Adormecido. A mesquinhez foi evoluindo favoravelmente, com a recompra da dívida internacional por via do Banco Central Europeu, e esta manifestação da senhora Merkel parece vir recolocar o assunto nos devidos trilhos. A criação de um Fundo Monetário Europeu peca apenas por tardia e reactiva: surge em reacção à previsível crise em Itália, o maior devedor da eurozona. Tal poderá comportar custos acrescidos para todos, mas mostra valor.

O valor da nossa moeda comum. Já não temos outra. E, hoje, a ninguém na eurozona (nem a Portugal, nem à Alemanha, nem aos demais 17 países), interessa voltar ao antes do Euro. Com 18 anos, o Euro atingiu a maioridade.

Luis Miguel Novais