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Riqueza, civilização e prosperidade nacional

segunda-feira, 18 de junho de 2018

Europa e Centro de África

Num artigo no jornal El Pais deste passado sábado vinham narradas algumas das histórias pessoais dos migrantes a bordo do navio Aquarius, recusado por Itália e aceite por Espanha. Surpreendeu-me a diversidade de proveniências. Mas chamou-me a atenção um factor em comum sobre essa mesma proveniência: são homens, mulheres e crianças oriundos dos mais diversos países do Centro de África. Não do Norte de África, nem do Sul de África, vêm mesmo do Centro de África, via Líbia e Mar Mediterrâneo, num corredor de passadores organizado.

Ou o artigo nos equivoca, ou as autoridades nacionais e europeias hão de daí poder tirar algumas conclusões, e orientar algumas políticas. Se, efectivamente, são migrantes por motivos económicos, que fogem da pobreza nos seus países, para obterem melhores condições de vida, algumas soluções são já nossas conhecidas. Não há que inovar. Nem que maltratar ninguém. Basta replicarmos agora na União Europeia o que de bom sucedeu, e evitarmos o que de mau sucedeu, a tantos Portugueses que daqui de Portugal fugiram clandestinamente nos anos 60 do século XX, para atingirem melhores condições de vida no Norte da Europa.

Se agora já não há mais espaço para desenvolvimento económico no Norte da Europa, via integração dessa mão-de-obra ambiciosa e mal qualificada que migra, isso é o que não falta cá pelo Sul da Europa. Integremo-los, pois. E prosperaremos todos.

Luis Miguel Novais

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