Neste país de navegadores a navegar (como recentemente notava a Sra. Merkel), não temos uma política visível de aproveitamento económico desse recurso, do qual já fomos campeões do mundo.
Mas ele está aí. O nosso mar não se foi. Partilhamos, agora, a soberania da nossa Zona Económica Exclusiva com a União Europeia (por via do Tratado de Lisboa), e esta tem um comissariado próprio para o assunto, a nível europeu; e nós, que até já temos um ministério próprio do mar, tratamos dos assuntos nacionais? Parece-me que andamos mais a navegar em terra, ou a boiar, do que propriamente a navegar por esse mar a fora, como outrora. Temos navios? Indústria? Comércio? Serviços?
Hoje é Dia Mundial dos Oceanos. É dia de perguntar: quo vadis, política do Mar deste Portugal adormecido?
Luis Miguel Novais
Riqueza, civilização e prosperidade nacional
