Riqueza, civilização e prosperidade nacional

sexta-feira, 22 de junho de 2018

Democracia e Maçonaria

Num artigo de fundo e capa da revista Visão desta semana, sob o título "O poder oculto da maçonaria nas autarquias", vêm enunciadas teias maçónicas que enredarão este Portugal adormecido, com nomes de diversos autarcas que alegadamente integram essa tendência social, que perdura desde o século XIX (com raízes numa outra, diferente, organização do século XVIII).

Não tenho dúvidas sobre o benéfico papel que desempenharam nos regimes saídos das revoluções portuguesas de 1820, 1910 e 1974, alguns meus colegas de profissão que supostamente integraram maçonarias (sem a confirmação ou negação dos próprios, não poderemos saber). Estou a pensar, por exemplo, respetivamente, em Ferreira Borges, Teófilo Braga ou Jorge Sampaio. Mas também ouve o outro lado, mais negro e obscuro, de associações de pessoas malfeitoras que, segundo a Visão, uma vez integradas na Maçonaria, se encontram vinculadas por deveres de obediência e lealdade, com tribunais próprios e tudo.

Até por isso, não sendo eu maçon, incomoda-me que os membros da Maçonaria de hoje em dia não saiam do armário quando participam na Democracia. É que, segundo a Visão, são mais de 5.500 pessoas. E não devem obediência e lealdade apenas ao povo, como seria próprio da Democracia.

Luis Miguel Novais