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Riqueza, civilização e prosperidade nacional

domingo, 6 de maio de 2018

Marx pop

As comemorações dos 200 anos do nascimento de Karl Marx merecem comparação com as do título de campeão nacional de futebol deste Portugal adormecido, de ontem, o mesmo dia 5 de maio de 2018: as primeiras, só se notam pelos amplificadores de propaganda política da comunicação social; as segundas, sairam à rua, estão por todo o lado, entraram pela madrugada dentro, com foguetório e tudo. A ironia, está bom de ver, é que Marx não é pop, não merece a adesão espontânea do povo, ao contrário do que seria suposto - e é tantas vezes alardeado pelos marxistas.

Segundo uma tese hoje corrente, o marxismo apenas ganhou alguma importância social devido ao bolchevismo, uma forma de ditadura de elite, contra o povo. Uma tese que, desde ontem, merecerá revisão, porquanto a estátua comemorativa do bicentenário de Marx, colocada na Alemanha, na sua cidade natal de Triers, foi promovida e oferecida... pela China.

Marx era de origem judaica e manteve o materialismo terreno quando assumiu o ateísmo; Marx estudou Direito e abandonou esses estudos, trocando-os pela Sociologia e pela Economia. Escolheu o ser, em vez do dever ser; porque será que foi adoptado pelos bolcheviques e, agora, pela China do presidente Xi?

Luis Miguel Novais

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