As comemorações dos 200 anos do nascimento de Karl Marx merecem comparação com as do título de campeão nacional de futebol deste Portugal adormecido, de ontem, o mesmo dia 5 de maio de 2018: as primeiras, só se notam pelos amplificadores de propaganda política da comunicação social; as segundas, sairam à rua, estão por todo o lado, entraram pela madrugada dentro, com foguetório e tudo. A ironia, está bom de ver, é que Marx não é pop, não merece a adesão espontânea do povo, ao contrário do que seria suposto - e é tantas vezes alardeado pelos marxistas.
Segundo uma tese hoje corrente, o marxismo apenas ganhou alguma importância social devido ao bolchevismo, uma forma de ditadura de elite, contra o povo. Uma tese que, desde ontem, merecerá revisão, porquanto a estátua comemorativa do bicentenário de Marx, colocada na Alemanha, na sua cidade natal de Triers, foi promovida e oferecida... pela China.
Marx era de origem judaica e manteve o materialismo terreno quando assumiu o ateísmo; Marx estudou Direito e abandonou esses estudos, trocando-os pela Sociologia e pela Economia. Escolheu o ser, em vez do dever ser; porque será que foi adoptado pelos bolcheviques e, agora, pela China do presidente Xi?
Luis Miguel Novais
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Riqueza, civilização e prosperidade nacional
