The Economist, assim neutro à inglesa (neutro que é das poucas coisas que faz falta na bela língua portuguesa), tem sido um/a companhia semanal de há uns bons 30 anos para cá; naturalmente que com interrupções, mas ainda e sempre em formato papel e comprado/a no quiosque. Velhos prazeres. Na capa e tema de destaque desta semana, The Economist põe o dedo na ferida aberta e silenciosa, rasteira e profunda: a China despertou o dragão. Valha-nos São Jorge.
"How the West got China wrong", é o título da/o The Economist desta semana, acompanhado pela conclusão de que, de há 25 anos para cá, o Ocidente tem brilhantemente desempenhado o papel de caçador que vai à caça e sai caçado (como se diz em bom português). Vale a pena ler e refletir (e não falo em espelhos).
Sobre o que The Economist não fala, mas podia bem falar (porque se quer independente), é sobre o trilho maçónico. Que no caso português vem de Macau aos diversos membros do Governo deste Portugal adormecido que adotaram The Craft. E, naturalmente, também das diversas outras secretistas e orientalistas que vieram de luvas e avental na mala, após a sua passagem por funções mais ou menos públicas por Macau, e (ainda) não vieram à Luz. Todos/as de resto, um dia, provavelmente, terão algo a dizer sobre o facto de o Portugal das lojas (que até parece um centro comercial, como há dias ouvi inteligentemente dizer no Porto Canal), estar cada vez mais transformado em um centro comercial de lojas dos chineses. Ou não fosse hoje de quem é a Edp; ou a Ren, ou a Fidelidade, ou um longo e assustador etc.
Luis Miguel Novais
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Riqueza, civilização e prosperidade nacional
