Riqueza, civilização e prosperidade nacional

quarta-feira, 15 de novembro de 2017

Nós e a Zona Pesco

Segunda-feira passada viu nascer mais uma fissura no processo de criação dos Estados Unidos da Europa: após o Brexit, a Alemanha e a França impulsionaram a criação de um exército europeu de facção franco-alemã, sob o acrónimo "Permanent Structured Cooperation (PESCO)", a nova Zona Pesco, à qual aderiram 23 dos 28 países da União Europeia. Este Portugal (por uma vez não adormecido) ficou de fora.

Numa União Europeia de múltiplas velocidades, consonante com o Tratado de Lisboa, já havia a Zona Euro, núcleo duro da integração. À qual Portugal, adormecido, correu a aderir, com as consequências bem conhecidas (positivas e negativas). Agora há a Zona Pesco, e Portugal está mais prudente.

A voz que corre é a de que a geringonça que suporta o Governo se desfaria com a adesão de Portugal à Zona Pesco. Não me acredito. Segundo creio (e não entrego recados), Portugal não vai aderir, nem na cimeira de dezembro próximo futuro (em que a Zona Pesco será oficialmente criada), por ser esta a opção do nosso atual Presidente da República.

A Zona Pesco compromete a nossa Velha Aliança e a nossa posição na Nato. A não adesão por Portugal não traz nenhuma consequência. É esta última, afinal, a (boa) “Escolha de Marcelo”.

Luis Miguel Novais