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Riqueza, civilização e prosperidade nacional

terça-feira, 24 de outubro de 2017

O sermão da montanha

O Tribunal da Relação do Porto foi apanhado a citar a Bíblia, pecado inominado mas de pedra afiada na imprensa deste Portugal adormecido – aquela que come a palha que lhe dão pela mão esquerda.

O Conselho Superior da Magistratura veio chamar-lhe arcaico, ao juiz relator, mas diz que por ser crente não vai levar processo disciplinar. O que, em ambos os casos, em muito me surpreende, num Estado laico e que respeita a liberdade de opinião e de expressão – que, segundo creio e espero, é também liberdade de citar a Bíblia.

A coisa que mais me aborrece é que se trata de um erro judiciário (o de desculpar o agressor da mulher adúltera): na minha Bíblia diz que a “fornicação”, e correspondente infidelidade conjugal, não justifica a agressão, justifica o divórcio (Mateus: 5,30).

Luis Miguel Novais

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