Observando cuidadosamente todos os nós de algodão no meu campo de visão da minha toalha de praia, postos de lado os jornais, ocorreu-me (quiçá por efeito do calor) que os nossos dirigentes não são escolhidos por serem os mais competentes e aptos para o lugar, mas porque conseguem ser os mais populares numa eleição.
Será apenas, para parafrasear Shakespeare (que fica sempre bem), um delírio de uma tarde de verão. Teria eu sede apenas, afinal, enquanto os nossos dirigentes têm outras sedes.
Mas parecia (mesmo) que algo vai mal neste Portugal adormecido.
Luis Miguel Novais
Riqueza, civilização e prosperidade nacional
