Riqueza, civilização e prosperidade nacional

sábado, 29 de julho de 2017

Duas maminhas

Deve ser do estio. Chegámos a esta altura do ano já tão fartos desta política nacional entranhada pelos nossos poros, que até dá vontade de suar.

Os exemplos são dispensáveis. Como bem observa Pedro Santos Guerreiro no jornal Expresso de hoje, a frase a reter, pedra de toque da atual construção democrática deste Portugal adormecido, é a afirmação do dirigente do Partido Socialista Pedro Nuno Santos sobre o Governo e o Parlamento: “o primeiro-ministro é o ministro de tudo”. Eis-nos, pois, no dealbar de um novo Marquês de Pombal ou António Salazar; António Costa, de sua graça, "de esquerda".

Esta estranha união na glória entre socialistas e extremistas de esquerda, acompanhada pelo regresso do chavão monolítico “a direita”, recorda-me aquela anedota de infância, quando o médico pergunta ao psicopata o que lhe faz recordar um limpa pára-brisas.

Luis Miguel Novais