Tudo somado, a política que interessa a todos consiste em pessoas a quererem fazer bem, mais do que a quererem fazer bonito para as redes sociais. E aquilo que ontem sucedeu em Hamburgo, por trás dos sorrisos e apertos de mão entre o presidente dos Estados Unidos da América e o presidente da Federação Russa, pode muito bem ser o princípio de um desejável virar de página na geopolítica da chamada guerra fria.
Quando Hitler passou das marcas e a Europa era já quase só alemã, com o domínio da França e a simpatia das penínsulas do sul, não foi apenas a muito bem propagandeada e saudável intervenção dos Estados Unidos da América, a partir do desembarque na Normandia, que devolveu à Europa a liberdade. O menos bem propagandeado, mas igualmente saudável, papel da Federação Russa, na altura ela própria envolvida num regime diferente do atual, também contribuiu para essa nossa libertação.
O mundo, e com ele a Europa, não precisa de Hitlers. Nem de confrontos, mais ou menos quentes, entre as suas duas maiores potências em armas nucleares de destruição global. Este, ontem obtido, é que é o verdadeiro acordo climático. O resto, bem pode vir a seguir.
Luis Miguel Novais
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Riqueza, civilização e prosperidade nacional
